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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

SOBRE A PASSAGEM DA VIDA...



Tem coisas difíceis de entender...

Por vezes me deparo com cenas vividas e não sentidas.

Cenas inteiras e reais que ficaram guardadas no livro dos sonhos e ao rever chego a sentir o sabor do vento, ouvir os sorrisos, os sons...

É uma mistura de saudade e ausência do que nunca existiu, mas foi concreto, foi real.

Como encarar a passagem do tempo se durante a jornada uma luz se apagou e o escuro impediu a visão do caminho...

A jornada seguiu e foi como estar sentada à beira da estrada da vida observando vultos, seguindo caminhos estranhos.

Mas existe o livro dos sonhos... Ele pode ser folhado a qualquer momento e quando as cenas reais acontecem e surgem no caminho, como hoje surgiu, são para lembrar que os sonhos não foram em vão eles estão aí acontecendo todos os dias e de alguma forma eles são reais e fazem parte da minha viagem.




Elcia Maria dos Santos - Uma observadora da vida.

domingo, 29 de novembro de 2015

SOMOS...

Um pouco de CHUVA, um pouco de SOL, 

um pouco de medo e a coragem de enfrentar o desconhecido.

Somos a força do dia a dia, 

a incerteza da curva do caminho e a plenitude de uma visão ampla e total.

Somos a LUZ e a ESCURIDÃO... Momentos de PAZ e a euforia desatinada.

Somos a atitude e a renuncia. A decisão e a incerteza.

Somos um pouco de cada história que encontramos no caminho. Com cada uma delas aprendemos. Cada uma delas contribui para o nosso aprendizado.

Somos tudo aquilo com que nos sensibilizamos e com que nos indignamos durante a jornada.


Um caminho em construção... sempre.






Elcia Maria dos Santos - Uma observadora da vida.

domingo, 8 de novembro de 2015

CECÍLIA MEIRELES

NASCEU EM 07 DE NOVEMBRO DE 1901 E FALECEU EM 09 DE NOVEMBRO DE 1964.

Poetisa, pintora, professora e jornalista brasileira. É considerada uma das vozes líricas mais importantes das literaturas de língua portuguesa
(Dados do Wikipédia)


Motivo

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.







Elcia Maria dos Santos - Uma observadora da vida.

domingo, 11 de outubro de 2015

SE APAIXONE

Assim de pronto.

Ou devagar... lentamente...

Se apaixone por um olhar, por um gesto, por um cheiro.

Pelo sabor do vento, pela chuva, pelo balançar das árvores molhadas.

Pela sensação de se estar feliz.

Se apaixone pelas lembranças, pelos sonhos, pelos mistérios do mar...

Pelos vários tons de azul do céu.

Pelo amanhecer e pelos segredos da noite.

Se apaixone tão somente por ser.




Elcia Maria dos Santos - Uma observadora da vida.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

A VIDA CONTANDO HISTÓRIAS...


Uma manhã comum, serena, onde tudo parecia ter o rumo certo, mas...

Tudo desabou como uma tempestade sem fim.

A partir daquela manhã tudo seria diferente, modificado.

A paisagem, as pessoas, os sonhos, os objetivos, tudo alterado.

As cores mudaram de tom e os caminhos se perderam, se desencontraram.

O olhar mudou.  Formou-se uma parede enorme impedindo de enxergar adiante.

Tudo parou... Como se estivesse à espera de um alento, um amparo um som que salvasse,
uma palavra, algo ou alguém que acolhesse, mas tudo parou.

Somente vozes... Sons desencontrados, ruídos, palavras ditas ao vento, sons tristes, lamentos.

Tudo seguiu sem ter um rumo certo, sem certeza, sem direção, apenas seguiu com a ajuda do vento e a mão do tempo.






Elcia Maria dos Santos - Uma observadora da vida.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

EU SEMPRE ESTAREI AQUI...


Independente de tudo: da cor do céu; da força do vento; do brilho das estrelas; de tudo... Sempre estarei aqui.

Livre de qualquer obstáculo; de qualquer porque; livre até de um momento; de qualquer som... Estarei presente.

Sem tempo, sem dúvidas... Simplesmente.






Elcia Maria dos Santos - Uma observadora da vida.

domingo, 21 de junho de 2015

SURPRESAS DA VIDA

Estou pensando nas surpresas da vida...  Num dar e receber sem conta... Nos momentos eternos, pois a vida é feita de momentos transformados em lembranças.

Estou aqui pensando em como esses momentos são fortes, deixam marcas, contam histórias.

E as histórias sempre são contadas da forma como entraram na nossa vida, como se alojaram em nossa alma.

Cada momento da minha vida, cada fato acontecido, tocaram a minha alma de uma forma única, viraram história, que quando contada expressa exatamente o tamanho que ocupa em mim. Pode até ter ocupado um tempo pequeno, mas o tempo real está gravado na história da minha vida. 


Cada dia uma surpresa, nem sempre boa, assim são as surpresas da vida, ensinamentos diários que o viver nos proporciona. Brindes para o nosso aprendizado.



Elcia Maria dos Santos - Uma observadora da vida

segunda-feira, 27 de abril de 2015

OS FLAMBOYANTS – RUBEM ALVES

A manhã estava linda: céu azul, ventinho fresco. Infelizmente, muitas obrigações me aguardavam. Coisas que eu tinha de fazer. Aí, lembrei-me do menino-filósofo chamado Nietzsche que dizia que ficar em casa estudando, quando tudo é lindo lá fora, é uma evidência de estupidez. Mandei as obrigações às favas e fui caminhar na lagoa do Taquaral.

Bem, não fui mesmo caminhar. Meu desejo não era médico, caminhar para combater o colesterol. Caminhar, para mim, é uma desculpa para ver, para cheirar, para ouvir... Caminho para levar meus sentidos a dar um passeio. Tanta coisa: os patos, os gansos, os eucaliptos, as libélulas, a brisa  acarinhando a pele – os pensamentos esquecidos dos deveres. Sem pensar, porque, como disse Caeiro, “pensar é estar doente dos olhos”. Aí, quando já me preparava para ir embora, já no carro, vejo um amigo. Paramos. Papeamos. Ele, com uma máquina fotográfica. Andava por lá, fotografando. Não tenho autorização para dizer o nome dele. Vou chama-lo de Romeu, aquele que  amava Julieta. Me confidenciou: “Vou fazer um álbum de fotografias de flamboyants para ela... Você não quer vir até a nossa casa para tomar um cafezinho?”

Fui. Mas ele me advertiu: “Não diga nada para ela. É surpresa...” Esta história tem sua continuação um pouco abaixo. Recomeço em outro lugar.

As crianças da 3ª série do Parthenon, escola inda, me convidaram para uma visita. Elas tinham estado fazendo um trabalho sobre um livrinho que escrevi. O gambá Que Não Sabia Sorrir. Queriam me mostrar. Foi uma gostosura. É uma felicidade sentir-se amado pelas crianças. Eu me senti feliz. Aí aconteceu uma coisa que não estava no programa. Uma menininha, na hora das perguntas, disse que ela havia lido a minha crônica Se Eu Tiver Apenas Um Ano a Mais de Vida...

Espantei-me ao saber que uma menina de nove anos lia minhas crônicas. Lia e gostava. Lia e entendia. Aí ela acrescentou “Recortei a crônica e trouxe para a professora...” Confirmou-se aquilo de que eu sempre suspeitara: as crianças são mais sábias que os adultos. Porque o fato é que muitos adultos ficaram espantados e não quiseram brincar de fazer contas que eles tinham apenas um ano a mais para viver. Ficaram com medo. Acharam mórbido.

As crianças, inconscientemente, sabem que a vida é coisa muito frágil, feito uma bolha de sabão. Minha filha Raquel tinha apenas dois anos. Eram seis horas da manhã. Eu estava dormindo. Ela saiu da caminha dela e veio me acordar. Veio me acordar porque ela estava lutando com uma ideia que a fazia sofrer. Sacudiu-me, eu acordei, sorri para ela, e ela me disse: “Papai, quando você morrer você vai sentir saudades?” Eu fiquei pasmo, sem saber o que dizer. Mas aí ela me salvou: “Não chore porque eu vou abraçar você...”

As crianças sabem que a vida é marcada por perdas. As pessoas morrem, partem. Partindo, devem sentir saudades – porque a vida é tão boa! Por isso, o que nos resta fazer é abraçar o que amamos enquanto a bolha não estoura.

Os adultos não sabem disso porque foram educados. Um dos objetivos da educação é fazer-nos esquecer da morte. Você conhece alguma escola em que se fale sobre a morte com os alunos? É preciso esquecer  da morte para levar a sério os deveres. Esquecidos da morte, a bolha de sabão vira esfera de aço. Inconscientes  da morte aceitamos como naturais as cargas de repressão, sofrimento e frustação que a realidade social nos impõe. Quem sabe que a vida é bolha de sabão passa a desconfiar dos deveres. É como disse, Walt  Whitmann, “quem anda duzentos metros sem vontade, anda seguindo o próprio funeral, vestindo a própria mortalha”.

O pessoal da poesia está levando a sério a brincadeira. Eu mesmo já fiz vários cortes drásticos em compromissos que assumi. Eram esferas de aço. Transformei-os em bolhas de sabão e os estourei. Pois o pessoal da poesia decidiu que, no programa de um ano de vida apenas, num dos nossos encontros não haveria leitura de poesia: haveria brinquedos e brincadeiras. Cada um trataria de desenterrar os brinquedos que os deveres haviam enterrado.

Obedeci. Abri o meu baú de brinquedos. Piões, corrupios, bilboquês, iô-iôs  e uma infinidade de outros brinquedos que não tem nome. Seria indigno que eu levasse piões e não soubesse rodá-los. Peguei um pião e uma fieira e fui praticar. Estava rodando o pião no meu jardim quando um cliente chegou. Olhou-me espantado. Ele não imaginava que psicanalistas rodassem piões. Psicanalista é pessoa séria, ser do dever. Pião é coisa de criança, ser do prazer.

Acho que meus colegas psicanalistas concordariam com o meu paciente. A teoria diz que um cliente nada deve saber da vida do psicanalista. O psicanalista deve ser apenas um espaço vazio, tela onde o paciente projeta suas identificações. Mas a minha vocação é a heresia. Ando na direção contrária. “Você sabe rodar piões?” eu perguntei. Ele não sabia. Acho que ficou com inveja. A sessão de terapia foi sobre isso. E ele me disse que um dos meus maiores problemas era o medo do ridículo. Crianças são ridículas. Adultos não são ridículos. Aí conversamos sobre uma coisa sobre a qual eu nunca havia pensado: que, talvez, uma das funções da terapia seja fazer com que as pessoas não tenham medo das coisas que os “outros” definem como ridículo. Quem não tem medo do ridículo está livre do olhar dos outros.

Preparei o encontro de poesia de um jeito diferente. Nada de sopas sofisticadas. Fui procurar macarrão de letrinha, coisa de criança. Não encontrei. Encontrei estrelinhas. Fiz sopa de estrelinhas. E toda festa de criança tem de ter cachorro-quente. Fiz molho de cachorro-quente. E nada de vinho. Criança não gosta de vinho. Gosta de guaraná.

Foi uma alegria, todo mundo brincando: iô-iôs, piões, corrupios, bilboquês, quebra-cabeças, pererecas (aquelas bolas coloridas na ponta de um elástico)... Rimos a mais não poder. Todo mundo ficou leve. Aí tive uma ideia que muito me divertiu: que na sala de visitas das casas houvesse um baú de brinquedos. Quando a conversa fica chata, a gente abre o baú de brinquedos e faz o convite: “Não gostaria de brincar com corrupio?” E a gente começa a brincar com o corrupio e a rir. A visita fica pasma. Não entende. “Quem sabe, ao invés do corrupio, um bilboquê? E a gente brinca com o bilboquê. Aí a gente estende o brinquedo para a visita e diz: “Por favor, nada de  acanhamentos! Experimente. Você vai gostar...” São duas as possibilidades. Primeira: a visita brinca e gosta e dá risadas. Segunda: ela acha que somos ridículos e trata de se despedir para nunca mais voltar...

Pois a Julieta – aquela do Romeu – me trouxe uma pipa de presente. Vou empinar a pipa em algum gramado da Unicamp. E aí ela nos contou da surpresa que lhe fizera o Romeu. Fotografias de Flamboyants vermelhos – que coisa mais romântica! Árvores em chamas, incendiadas! Cada apaixonado é um flamboyant vermelho! E nos contou das coisas que o Romeu tivera que fazer para que ela não descobrisse o que ele estava preparando.

Mas o mais bonito foi o que ele lhe disse, na entrega do presente. Não sei se foi isso mesmo que ele disse. Sei que foi mais ou menos assim: “Sabe, Julieta, aquela história de ter um ano apenas a mais para viver... Pensei que você gostava de flamboyants e que você ficaria feliz com um álbum de flamboyants. E concluí que, se eu tiver um ano apenas a mais para viver, o que quero é fazer as coisas que farão você feliz...”

Um ano apenas a mais para viver: aí os sentimentos se tornam puros. As palavras devem ser ditas, devem ser ditas agora. Os atos que devem ser feitos, devem ser feitos agora. Quem acha que vai viver muito tempo fica deixando tudo para depois. A vida ainda não começou. Vai começar depois da construção da casa, depois da educação dos filhos, depois da segurança financeira, depois da aposentadoria...

As flores dos flamboyants, dentro de poucos dias, terão caído. Assim é a vida. É preciso viver enquanto a chama do amor está queimando.


O texto acima foi extraído do jornal “Correio Popular”, de Campinas (SP).





Elcia Maria dos Santos - Uma Observadora da Vida.

sábado, 14 de março de 2015

O TEMPO

Compositor de destinos             
Tambor de todos os ritmos
Tempo, tempo, tempo, tempo
Entro num acordo contigo
Tempo, tempo, tempo, tempo...
Caetano Veloso

O que nos ensina o tempo?
Clareia a mente, economiza palavras, explica o inexplicável.
Trás a calma e a paciência que o caminho ensinou.
O tempo renova as esperanças e mostra o recomeço.

Mas temos que passar por ele, caminhar com ele. Sentir o vento passando, observar as paisagens do caminho, sentar às vezes e observar o claro do dia e os mistérios da noite.

No início da jornada sentia que era feita de um material duro, inquebrável.  A força que eu tinha vencia o mundo, não existiam obstáculos.

Era o início da jornada e eu ainda não havia sentido a força do vento, não havia passado pelas tempestades, mas o sábio tempo ensina, cabe a nos sermos bons alunos e entendermos as lições de cada dia, pois ele, o tempo, ensina com o sol, com a chuva, com o vento. Mostra a sabedoria da natureza enfrentando cada estação da vida e tirando lições de cada uma delas. Fala-nos sobre as pedras, sobre os atalhos, sobre longos caminhos.

É... O caminho do tempo é longo, mas as suas pisadas são rápidas e nem notei o quanto já havia caminhado.

De repente senti o peso que carreguei por longos caminhos, atalhos difíceis e percebi que ficou para trás estações de vida, passei direto.

Observar e aprender durante o trajeto é indispensável, para não perder a beleza das estações da vida, pois cada uma, no seu tempo, tem o seu esplendor que é único e não se repete na próxima estação.




Elcia Maria dos Santos - Uma observadora da vida. 

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A JAQUEIRA

“Os cientistas dizem que somos feitos de átomos, mas um passarinho me contou que somos feitos de histórias”. Eduardo Galeano

E uma dessas histórias começa assim...

Era uma vez uma cidade, uma vida simples, uma história iniciando.


O lugar era Monte Alto, cidade do interior do Estado de São Paulo, uma pequena cidade quando a história começou. E como toda cidade do interior havia a praça da igreja matriz onde os jovens costumavam passear nos finais de semana e assim, com certeza, muitas outras histórias se iniciaram.

 


Mas os passeios na praça da igreja foram depois, bem depois do início da minha história.

Havia serras e sítios ao pé das serras (Anhumas e Água Limpa)



Bailes (salão do Isquim) ao som de uma alegre sanfona (músico Queirole) e muitos namoricos à distância, na verdade apenas olhares, ou melhor, “Flertes”, para ser mais precisa.
Tempo que ficou na lembrança (creio eu) de muitos casais da época.


A cidade, a praça com suas jaqueiras, tudo ficou no caminho fazendo parte da jornada, e o tempo passou muito, a história deixou os sítios, as serras, e veio fazer parte da cidade grande.

E assim o rapaz e a moça mudaram o jeito de viver, tudo mudou. Novos sonhos; nova vida; parecia até outra história... Mas não... Era a mesma, a história só continuava, por outros caminhos, outras paisagens, apenas seguindo em frente.


E foi assim que o rapaz da história arrumou uma maneira de plantar um pouco da sua cidadezinha que ficou no caminho, aqui na cidade grande onde, por fim, semeou sua nova raiz: uma pequena semente que veio da jaqueira de onde a história começou, foi  cravada no solo da cidade grande.

E já se foram tantos anos do inicio desta história que por certo ainda vai continuar e a semente da jaqueira germinou e cresceu linda, igualzinha aquelas do jardim de Monte Alto. Hoje, vendo seu fruto, tudo parece tão perto, tão presente que nem me dei conta que já se passaram tantos anos e a jaqueira linda, enorme e quem sabe ela também fará parte de outras histórias.




É... o passarinho tem razão, nós somos feitos de histórias.



Elcia Maria dos Santos - Uma observadora da Vida.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

SENTIMENTOS E MOMENTOS

A vida é uma mistura de sentimentos e de momentos.
Passamos por varias fases e de cada uma delas guardamos um sentimento.
Toda fase de vida deixa um ensinamento que fica registrado no nosso livro de receitas.
São ensinamentos que vamos utilizar por toda vida.
E assim tenho as minhas recordações gravadas no meu livro de receitas
E de vez em quando vou até lá e consulto meu livro.
Chego até a rever o momento e sentir forte o que as letrinhas do livro estão dizendo
E o momento torna-se presente.
É... Sentimentos e momentos a mistura perfeita, bem dosada.
Será que o segredo está no saber dosar?
Eu tenho tudo anotado, mas como posso saber a mistura perfeita.
Sempre acontecem mudanças, imprevistos de momento.
Procuro sempre anotar no livro o que senti em cada fase.
São muitos os sentimentos
E eles se misturam, fica muito difícil saber qual a mistura perfeita.
Eu acho até que a mistura perfeita está no ato de cada momento,
pois, por ser único ele é sublime.
Cada fase guarda sentimentos de alegria e de dor.
O sentimento de cada momento está em nós; na pele, no corpo, no nosso ser,
e aí neste momento chegamos à mistura perfeita. 




Elcia Maria dos Santos - Uma observadora da Vida.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

SEMPRE VALE O QUE NOS FAZ FELIZ

E o que me refiro a ser feliz não é ter grandes acontecimentos na vida, mas sim profundos e intensos momentos que servem de alimento por semanas... Por meses... Por uma vida.

Apreciar o tempo, os movimentos, as pequenas coisas.

Pequenos gestos que falam e tocam o coração.

Ser feliz no olhar, no sentir, no tocar.

Ser feliz tão somente por ser.

Momentos completos que falam e elevam o nosso ser e às vezes nem sabemos explicar a razão.

Pode ser um lugar, uma paisagem, o barulho do vento soprando.

Momentos perfeitos que nenhum valor do mundo pode pagar.

Estamos por aqui de passagem para viver, aprender e sermos felizes.

Ser feliz com pouco e com tudo, com a beleza das flores e com a imensidão do mar.

Com o brilho do Sol nas manhãs e com a luz da Lua no anoitecer.

Se vestir de felicidade todas as manhãs.


Saudar a melodia que toca o nosso coração e se possível cantar junto.



Elcia Maria dos Santos - Uma observadora da Vida

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

UMA HISTÓRIA PARA CONTAR

De repente eu me sentei à beira da vida e

Percorri caminhos inteiros carregados de lembranças.

Lembrei-me de cada frase, de cada sonho, de cada instante e

Cheguei a sentir o calor de cada situação vivida, registrada em papéis que o tempo amarelou.

Parecia que tudo estava ali, quente, vivo, com todo o calor do momento.

Mas, de repente me dei conta de que aqueles papéis amarelados que cabiam num envelope nada significavam, na verdade eram folhas secas que o vento carregou.

Nada do que guardei dentro de envelopes tem significado. O significado maior está guardado nas lembranças que carrego no coração, no meu ser.

As vivências, as atitudes, um simples sorriso, um entrelaçar de mãos durante uma caminhada, o calor de um abraço que tempo nenhum apaga, uma frase dita com ternura.

Momentos únicos que nunca vou esquecer e que vento algum levará.

Rasguei todos os papéis amarelados, joguei fora todos os envelopes, mas guardei os sonhos que continuam vivos para continuar a caminhada.

Ainda não acabou ainda existem flores e vida nos caminhos.


É só olhar para frente e sentir o calor do SOL, e ao anoitecer sentir a força da LUA  é a natureza convidando a seguir em frente e saudando com a VIDA.




Elcia Maria dos Santos - Uma observadora da Vida.